O grande problema do país é uma enorme crise moral coletiva. Os valores de outrora agora são piadas para estes corruptos que tem um poderzinho de merda.
Policiais e políticos deveriam ter pena dobrada por seus crimes.
Viva a polícia federal que resiste honradamente neste mar de lama!
Sempre é bom lembrar daquele trecho do discurso de Ruy Barbosa, lá vai:
"de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver
crescer as injustiças, de tanto ver agigantarem-se
os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a
desanimar da virtude, rir-se da honra e ter
vergonha de ser honesto"
(Ruy Barbosa - 1914)
Este espaço é destinado à exposição das miscelâneas de minhas principais atividades na vida, como a minha senda o ambientalismo e o meu hobby principal, o xadrez (jogo-arte-ciência), assim como minhas paixões, meus filhos e minha solidão. Relato, também, as experiências significativas que passei, para aprender as lições que nasci para aprender e assim crescer como ser humano e evoluir espiritualmente. No fundo sou um espírito viajando na vida do macaco Homo sapiens Paulo Saraiva.
13 de out. de 2008
12 de out. de 2008
Por onde anda o Vergara?
O Vergara é um amigo especial, do qual eu e mais um bom punhado de amigos, como o Leonel, o Armando, o Júlio Rocha e o Darwim, só para citar alguns, devemos lições importantes. Usava expressões do tempo em que foi hipye nos anos 60, que nos alegrava nas rodas de bate-papo, ou nos bares da velha Viamão. O cara tinha um fino fio de ironia como poucos para contar uma história e usando suas gírias engraçadas, no final todo mundo acabava em gargalhadas. Quando referia-se a uma parada perdida dizia: "adeus tia chica!", e quando comentava sobre alguém querendo dar um de experto: "o cara tá dando uma de joão-sem-braço!". Quando se tratava de um assunto liquidado, era: "larira!". Com o Vergara conhecemos, ou gostaríamos de ter conhecido a "mãe de badanha!", e até mesmo o próprio "badanha". Mas umas eram demais, como: "o cara tava virado num exu!", se tratando de alguém transtornado, ou com raiva. Mulher feia era "dragonete" ou "meméia", e se tinha meia idade usava o adjetivo"velhusquinha!".
O Vergara era um expert professor de história e dava aula usando gíria como usava nas conversas conosco, isso prendia a atenção dos alunos a tal ponto que pareciam ficar hipnotizados. Certa vez, eu o aguardava na porta da sala de aula enquanto ele terminava uma lição sobre o julgamento de Jesus Cristo, e ele saiu-se com esta: "daí, o loco do Barrabás juntou sua trupe, os zelotes, e fez um inchaço na assembléia, bicho, deixando Cristo "sem pai e sem mãe", então Pilatos, que já tava 'a bangu, mesmo', rifou o cara na votação e depois lavou as mãos!' , com a maior "cara-de-pau!".
Grande figura o Vergara!
O Vergara era um expert professor de história e dava aula usando gíria como usava nas conversas conosco, isso prendia a atenção dos alunos a tal ponto que pareciam ficar hipnotizados. Certa vez, eu o aguardava na porta da sala de aula enquanto ele terminava uma lição sobre o julgamento de Jesus Cristo, e ele saiu-se com esta: "daí, o loco do Barrabás juntou sua trupe, os zelotes, e fez um inchaço na assembléia, bicho, deixando Cristo "sem pai e sem mãe", então Pilatos, que já tava 'a bangu, mesmo', rifou o cara na votação e depois lavou as mãos!' , com a maior "cara-de-pau!".
Grande figura o Vergara!
11 de out. de 2008
Toca Fogo!!!
Altas horas da noite, a garrafa de pinga corria de mão em mão para celebrar a aliança de apoio a Lula na eleição presidencial de 1988. Entre palavras de ordem e discursos eufóricos, os militantes dos PT e nós do PDT chacoalhávamos no velho ônibus de campanha na avenida principal de Viamão. A tarefa era a pichação das paradas de ônibus em toda a extensão da RS 040, agora Rodovia Tapir Rocha, com a propaganda do Lula como candidato a presidente. Um osso duro de roer, diga-se de passagem, o Brizola recentemente havia sido derrotado no primeiro turno, aliás todas as pesquisas apontavam que ele ganharia do Collor no segundo, mas lá estávamos nós, no segundo, com o sapo barbudo do PT, conforme definira o próprio tio Briza. Por um lado, a frustração, pelo outro a firme determinação de fazer o possível e o impossível para que o Collor não fosse eleito. Formávamos um grupo de doze, pois éramos entre oito e os petistas em número de quatro. Estes, pragmáticos como sempre, propuseram que primeiro déssemos o fundo branco em todos os abrigos, no sentido bairro-centro e depois retornássemos para, já com a cal seca, pichar as palavras de ordem previamente escolhidas. Como ninguém se opôs, tocamos o barco, ou melhor, o velho ônibus, branqueando abrigo por abrigo até o centro do município. Quando lá chegamos, fomos interceptados por um velho chevete tubarão buzinando insistentemente. Paramos na mesma hora e, então, do carro desceu um conhecido companheiro que nos abordou muito agitado:
-¨Os cabos eleitorais do Collor estão pichando as paradas que vocês estão caiando!¨, disse, esbaforido, o companheiro mariano.
-Não pode ser. Tem certeza? Perguntou o Leonel incrédulo.
-Claro que sim, passei por eles na frente do clube Cantegril e vi tudo! Confirmou o companheiro Mariano, gesticulando indignado.
Era demais que eles tivessem a cara-de-pau de pegar carona no nosso trabalho, não tanto pelo oportunismo, mas pelo fato de que eles deveriam estar rindo da nossa cara pela sacanagem. Ficamos tão irritados com a notícia que se não fosse o bom senso do companheiro Leonel poderia ter acontecido um massacre. Decidimos, então, de que o Leonel acumularia as funções de motorista e representante do grupo, quando encontrássemos os nossos desafetos, pois os outros estavam totalmente descontrolados e só falavam em ¨dar pau¨, ¨quebrar a cara¨e outra série de ameaças talvez do mesmo nível, mas nem tão importante que se possa mencionar, (ninguém tinha um mísero canivete no bolso). Passado o furor, damos inicio a empreitada: localizar os malditos "espertos".
Passando o Colégio Isabel de Espanha avistamos um fuquinha ao lado do abrigo da parada 33. Mais um pouco e já dava para ver a dupla de abusados com a mão na massa, ou melhor nas trinchas. Pegamos na tampinha! O flagrante estava dado. Agora dependíamos dos argumentos do ¨embaixador¨, apesar da indignação de todos. Paramos o ônibus um pouco à frente do local e descemos cheios de razão. O líder Leonel à frente, impávido, exigindo explicações, com o dedo em riste. Cercamos os dois gaiatos e quando iniciaram a chorumela, o Edinho, podre de bêbado, que havia se afastado sorrateiramente aproximou-se do grupo e num bote acomodou um porrete no lombo de um deles. Um grito na madrugada. Os dois saíram em desabalada carreira, em direção ao fuquinha e nós atrás, mas quando chegamos perto do carro olhei pelo pára-brisa traseiro e com meus “olhos de lince¨ vi um tremendo facão três-listras tão novinho que relampeava entre os bancos da frente. Nem pensei duas vezes, para evitar que alguém se machucasse num possível revide e na esperança de que os gaiatos concluíssem sua fuga, soltei um estrondoso grito bem no meio da confusão: ¨TOCA FOGO! TOCA FOGO!¨. Este ardil era simplesmente para que os dois sujeitos pensassem que tínhamos uma arma e realmente fugissem do local. Porém, esqueci de avisar os meus companheiros. Quando terminei de berrar, senti uma trombada frontal que me atirou uns dois metros para trás, me fazendo despencar num barranco. Até pensei ter levado um tiro de doze, mas era o companheiro Natalino que me deu um peitaço, fugindo. Quando fui levantar senti uma mão me agarrar e me arrastar para trás de umas pedras. Não entendia porque os nossos estavam correndo desesperadamente em todas as direções e, então, perguntei ao Natalino, que ofegante respondeu:
-Ué, tu não ouviu eles gritarem ¨toca fogo¨?
-Mas fui eu que gritei, companheiro! Afirmei.
-Não foi não, foram eles! Reafirmou, cochichando, o companheiro Elias que rastejava atrás de um muro.
Naquela altura do campeonato nem procurei insistir. Achei que seria linchado. Ainda acho. Fiquei ali anestesiado de tanta vontade de rir, mas não podia cometer este erro, levaria uma sova de todos. Passou-se alguns segundos que pareciam uma eternidade e o denso silêncio que envolvia a cena foi rompido pelos ruidosos arranques dos dois carros que não queriam pegar, era nhô nhô nhô nhô nhô de um lado e nhé nhé nhé nhé nhé do outro, acho que por nervosismo dos motoristas, nem o ônibus nem o fuca conseguiam pegar. O pânico era geral. Os petistas já tinham invadido um pátio cheio de cachorros e gritavam sem parar. De onde estávamos dava para escutar nitidamente o Edinho suplicar dentro do ônibus:
-¨pelo amor de Deus, Leonel, faz pegar esta merda senão eles vão dar tiro na gente!¨
Passaram-se alguns minutos e, finalmente, os motores roncaram. A fuga parecia cena de cinema pastelão. Corriam um do outro, lado a lado, até o próximo retorno, que era perto e voltaram pelo outro lado da faixa. Os do Collor reboleavam o facão no ar e esbravejavam, os nossos aceleravam e empurravam o fuca com a lateral do ônibus. Quando passavam ao ponto em que estávamos nos reagrupamos e num ímpeto de coragem passamos a jogar pedras e paus nos, agora, inimigos declarados, até que eles não suportaram a pressão e fugiram em alta velocidade (o fuquinha saiu voando). Era o fim da batalha, enfim podíamos lamber as feridas e fazer o inventário. O Victor e o Hélio, do PT, como sempre, queriam fazer uma reunião de avaliação e nos brizolistas loucos para tomar um trago e relaxar. Ganhamos é óbvio, a maioria não queria mais saber de papo furado depois de tamanha presepada.
Logo em seguida o grupo estava reposto e reunido para partir, mas ainda faltava um, o companheiro Joaquim Piedade. O vileiro mais valente, pois segundo alguns morava na "boca mais 'encardida"da vila Cecília. O único informe é que o tinham-no visto numa correria desenfreada e desaparecendo numa rua escura, ao lado de uma oficina mecânica. Começamos, então, a chamá-lo pelo nome e o desgarrado apareceu de repente, todo sujo de graxa preta e arrastando um enorme cano de descarga. Estava, agora todo cheio de coragem e pronto pra briga. Falava alto e grosso:
-¨cadê os caras?¨
As nossas atividades naquele dia estavam encerradas e hoje compreendo bem o porquê de durante um bom tempo não me deixarem mais participar das pichações.
1988
-¨Os cabos eleitorais do Collor estão pichando as paradas que vocês estão caiando!¨, disse, esbaforido, o companheiro mariano.
-Não pode ser. Tem certeza? Perguntou o Leonel incrédulo.
-Claro que sim, passei por eles na frente do clube Cantegril e vi tudo! Confirmou o companheiro Mariano, gesticulando indignado.
Era demais que eles tivessem a cara-de-pau de pegar carona no nosso trabalho, não tanto pelo oportunismo, mas pelo fato de que eles deveriam estar rindo da nossa cara pela sacanagem. Ficamos tão irritados com a notícia que se não fosse o bom senso do companheiro Leonel poderia ter acontecido um massacre. Decidimos, então, de que o Leonel acumularia as funções de motorista e representante do grupo, quando encontrássemos os nossos desafetos, pois os outros estavam totalmente descontrolados e só falavam em ¨dar pau¨, ¨quebrar a cara¨e outra série de ameaças talvez do mesmo nível, mas nem tão importante que se possa mencionar, (ninguém tinha um mísero canivete no bolso). Passado o furor, damos inicio a empreitada: localizar os malditos "espertos".
Passando o Colégio Isabel de Espanha avistamos um fuquinha ao lado do abrigo da parada 33. Mais um pouco e já dava para ver a dupla de abusados com a mão na massa, ou melhor nas trinchas. Pegamos na tampinha! O flagrante estava dado. Agora dependíamos dos argumentos do ¨embaixador¨, apesar da indignação de todos. Paramos o ônibus um pouco à frente do local e descemos cheios de razão. O líder Leonel à frente, impávido, exigindo explicações, com o dedo em riste. Cercamos os dois gaiatos e quando iniciaram a chorumela, o Edinho, podre de bêbado, que havia se afastado sorrateiramente aproximou-se do grupo e num bote acomodou um porrete no lombo de um deles. Um grito na madrugada. Os dois saíram em desabalada carreira, em direção ao fuquinha e nós atrás, mas quando chegamos perto do carro olhei pelo pára-brisa traseiro e com meus “olhos de lince¨ vi um tremendo facão três-listras tão novinho que relampeava entre os bancos da frente. Nem pensei duas vezes, para evitar que alguém se machucasse num possível revide e na esperança de que os gaiatos concluíssem sua fuga, soltei um estrondoso grito bem no meio da confusão: ¨TOCA FOGO! TOCA FOGO!¨. Este ardil era simplesmente para que os dois sujeitos pensassem que tínhamos uma arma e realmente fugissem do local. Porém, esqueci de avisar os meus companheiros. Quando terminei de berrar, senti uma trombada frontal que me atirou uns dois metros para trás, me fazendo despencar num barranco. Até pensei ter levado um tiro de doze, mas era o companheiro Natalino que me deu um peitaço, fugindo. Quando fui levantar senti uma mão me agarrar e me arrastar para trás de umas pedras. Não entendia porque os nossos estavam correndo desesperadamente em todas as direções e, então, perguntei ao Natalino, que ofegante respondeu:
-Ué, tu não ouviu eles gritarem ¨toca fogo¨?
-Mas fui eu que gritei, companheiro! Afirmei.
-Não foi não, foram eles! Reafirmou, cochichando, o companheiro Elias que rastejava atrás de um muro.
Naquela altura do campeonato nem procurei insistir. Achei que seria linchado. Ainda acho. Fiquei ali anestesiado de tanta vontade de rir, mas não podia cometer este erro, levaria uma sova de todos. Passou-se alguns segundos que pareciam uma eternidade e o denso silêncio que envolvia a cena foi rompido pelos ruidosos arranques dos dois carros que não queriam pegar, era nhô nhô nhô nhô nhô de um lado e nhé nhé nhé nhé nhé do outro, acho que por nervosismo dos motoristas, nem o ônibus nem o fuca conseguiam pegar. O pânico era geral. Os petistas já tinham invadido um pátio cheio de cachorros e gritavam sem parar. De onde estávamos dava para escutar nitidamente o Edinho suplicar dentro do ônibus:
-¨pelo amor de Deus, Leonel, faz pegar esta merda senão eles vão dar tiro na gente!¨
Passaram-se alguns minutos e, finalmente, os motores roncaram. A fuga parecia cena de cinema pastelão. Corriam um do outro, lado a lado, até o próximo retorno, que era perto e voltaram pelo outro lado da faixa. Os do Collor reboleavam o facão no ar e esbravejavam, os nossos aceleravam e empurravam o fuca com a lateral do ônibus. Quando passavam ao ponto em que estávamos nos reagrupamos e num ímpeto de coragem passamos a jogar pedras e paus nos, agora, inimigos declarados, até que eles não suportaram a pressão e fugiram em alta velocidade (o fuquinha saiu voando). Era o fim da batalha, enfim podíamos lamber as feridas e fazer o inventário. O Victor e o Hélio, do PT, como sempre, queriam fazer uma reunião de avaliação e nos brizolistas loucos para tomar um trago e relaxar. Ganhamos é óbvio, a maioria não queria mais saber de papo furado depois de tamanha presepada.
Logo em seguida o grupo estava reposto e reunido para partir, mas ainda faltava um, o companheiro Joaquim Piedade. O vileiro mais valente, pois segundo alguns morava na "boca mais 'encardida"da vila Cecília. O único informe é que o tinham-no visto numa correria desenfreada e desaparecendo numa rua escura, ao lado de uma oficina mecânica. Começamos, então, a chamá-lo pelo nome e o desgarrado apareceu de repente, todo sujo de graxa preta e arrastando um enorme cano de descarga. Estava, agora todo cheio de coragem e pronto pra briga. Falava alto e grosso:
-¨cadê os caras?¨
As nossas atividades naquele dia estavam encerradas e hoje compreendo bem o porquê de durante um bom tempo não me deixarem mais participar das pichações.
1988
Cara ou Coroa?
A expressão cara ou coroa é uma das mais conhecidas no mundo, principalmente em se tratando de método de escolha, imparcial, da equipe, ou jogador, que iniciará uma disputa esportiva. No nosso caso, o brasileiro, é uma praxe no futebol. Para o fim que se propõe é um excelente modo de se livrar de uma parafernália de regras como rating, lei de vantagem, etc. e bem melhor do que o duvidoso par ou impar. , diga-se de passagem. Muitos esportes têm outras formas de fazer esta mesma escolha, no xadrez, por exemplo, o árbitro ou simplesmente um dos jogadores apanha dois peões, (um de cada cor) e um com cada mão, e os esconde ás costas, onde após uma simples manipulação novamente estende as mãos fechadas para frente, cruzadas, e então um dos jogadores, ou o opositor escolhe uma das mãos, o sorteador revela, então, com a mão espalmada o peão escolhido pelo jogador. Se aparecer o peão branco, o felizardo iniciará a partida, pois no xadrez a peças brancas sempre iniciam, é uma regra! O modo é simples, mas mesmo assim, nestes sorteios tem-se o cuidado de que o encarregado de efetuar o procedimento retire o relógio de pulso, pulseiras e em alguns casos até anéis vistosos, pois estes podem inocentemente influenciar inconscientemente um adversário incauto e a desejável escolha das peças branca pode ter o seu destino alterado, pois quem joga xadrez sabe a vantagem de iniciar uma partida! Pois bem, voltando a vaca fria, ou melhor, aos frios vinténs o sorteio de cara ou coroa não é tão simples como parece. O ritual é mais ou menos assim: O sorteador mostra as duas faces de uma moeda aos contendores e pede, então que façam suas escolhas após a pergunta ¨cara ou coroa? , em seguida joga a moeda para cima e apanha-a com uma das mãos para logo em seguida coloca-la no dorso da outra mão, assim é mostrada a face que aparente, que após a confirmação de todos, inicia-se a partida. A questão é o seguinte, desconsiderando a suspeita e manipulável manobra, o que foi mostrado da moeda que agradou a todos? Uma face da moeda, obviamente, mas não é só isto, foi revelada uma convenção sobre o significado de cara e de coroa e aí está o xis do problema! Qual é a cara e qual é a coroa da moeda? O senso comum ,e a maioria das pessoas , nos diz que cara é a parte da moeda onde aparece o rosto e a coroa a face que mostra o numeral de valor do dinheiro, certo! Ledo engano! Na realidade o rosto que corresponde ao verso, representa a efígie com seu barrete frígio, símbolo da liberdade nos primórdios da democracia greco-romana.(na idade média e também nos tempos contemporâneos também significou a COROA, ou seja: o Reino ao qual pertencia a moeda) Já o numeral de referência do valor monetário que todos associam à coroa, nada mais é do que a real CARA da moeda (também denominada de anverso), ou seja, a parte frontal, frente, frontispício, apresentação, enfim.Associar cara a rosto é perdoável para uma criança desavisada e até para um barbado ignorante, é uma dedução infantil. Quando falei deste texto para minha sobrinha, uma criança de doze anos, (antes vou avisar, o apelido dela é abobrinha), fiquei perplexo com tamanha sabedoria da pré-adolescente, com aquela familiar vozinha miada soltou está: Ué... Pensei que a cara fosse aquela coroa com chapeuzinho esquisito!
10 de out. de 2008
O Boneco Enforcado
Fui trabalhar de manhã, bem cedinho, apesar da ressaca da festa por meu time ter ganhado na noite anterior.
No ônibus o famoso e inevitável segundo tempo dançava ruidosamente entre os passageiros sobre a espetacular vitória tricolor. A alegre flauta de uns, a triste troca de¨receitas de bolo¨ de outros.
A certa altura das gozações um passageiro até então desconhecido, mas na ocasião aliado dos vitoriosos comentou que após o primeiro gol do adversário (a vitória foi de virada), o seu vizinho da frente de sua casa, e torcedor colorado doente, cujo time não estava jogando, estava numa secação extremada. Explico: O danado pendurou um boneco numa forca, vestido com a camiseta do Grêmio, na soleira da porta e junto com outros amigos acampou em algumas cadeiras na frente da casa e ficaram escutando o jogo num radinho e tomando cerveja.
Quando houve o gol do empate, o que contava a estória foi verificar e percebeu que já não havia ninguém na frente da casa, mas o boneco permanecia ali, enforcado à porta. No momento do gol da virada (e da vitória) e já no finalzinho do segundo tempo, novamente o tricolor foi dar uma olhadela para conferir a cena e então ficou estupefato quando se deparou com a fachada da casa completamente limpa, sem boneco e sem torcedores. Por que será, heim?
Contei esta estória num bar, como se tivesse acontecido comigo e meu vizinho, só para ver a reação de um conhecido grupo de colorados que estavam na mesa ao lado e capitalizar as óbvias gargalhadas da flauta.
No outro dia no mesmo bar um amigo que havia escutado a minha interessante meia verdade revelou que em outra ocasião havia usado a minha estória como se tivesse acontecido com ele, só para alegrar os amigos e gozar os adversários e também por ser uma boa lorota, como todos acharam. Mas o mais interessante é que ele achou a maior graça quando falei que também havia mentido sobre a autoria. Então concluímos que duas meia-verdades resultava numa verdade inteira e ainda sobrava uma boa mentira.
Nos jogos seguintes vários casos de bonecos enforcados em frente de casas de adversários foram relatados por outros amigos. Era o sinal que precisávamos para ficar tranqüilos, as próximas estórias seriam verdadeiras.
Novembro de 1998
No ônibus o famoso e inevitável segundo tempo dançava ruidosamente entre os passageiros sobre a espetacular vitória tricolor. A alegre flauta de uns, a triste troca de¨receitas de bolo¨ de outros.
A certa altura das gozações um passageiro até então desconhecido, mas na ocasião aliado dos vitoriosos comentou que após o primeiro gol do adversário (a vitória foi de virada), o seu vizinho da frente de sua casa, e torcedor colorado doente, cujo time não estava jogando, estava numa secação extremada. Explico: O danado pendurou um boneco numa forca, vestido com a camiseta do Grêmio, na soleira da porta e junto com outros amigos acampou em algumas cadeiras na frente da casa e ficaram escutando o jogo num radinho e tomando cerveja.
Quando houve o gol do empate, o que contava a estória foi verificar e percebeu que já não havia ninguém na frente da casa, mas o boneco permanecia ali, enforcado à porta. No momento do gol da virada (e da vitória) e já no finalzinho do segundo tempo, novamente o tricolor foi dar uma olhadela para conferir a cena e então ficou estupefato quando se deparou com a fachada da casa completamente limpa, sem boneco e sem torcedores. Por que será, heim?
Contei esta estória num bar, como se tivesse acontecido comigo e meu vizinho, só para ver a reação de um conhecido grupo de colorados que estavam na mesa ao lado e capitalizar as óbvias gargalhadas da flauta.
No outro dia no mesmo bar um amigo que havia escutado a minha interessante meia verdade revelou que em outra ocasião havia usado a minha estória como se tivesse acontecido com ele, só para alegrar os amigos e gozar os adversários e também por ser uma boa lorota, como todos acharam. Mas o mais interessante é que ele achou a maior graça quando falei que também havia mentido sobre a autoria. Então concluímos que duas meia-verdades resultava numa verdade inteira e ainda sobrava uma boa mentira.
Nos jogos seguintes vários casos de bonecos enforcados em frente de casas de adversários foram relatados por outros amigos. Era o sinal que precisávamos para ficar tranqüilos, as próximas estórias seriam verdadeiras.
Novembro de 1998
7 de out. de 2008
O Cafajeste!
Tem um traste que é vereador e se reelegeu recentemente que rasteja por estas bandas. O elemento não mora em Viamão, portanto não tem domicílio eleitoral no munícipio onde tem representatividade, mas tem se reelegido com a maior naturalidade do mundo nos últimos vinte anos. O pior é que a "injustiça" sabe de tudo e pelo jeito não faz muito com o que sabe, pois o cara já foi até processado e não aconteceu nada até agora. O elemento é uma fraude ambulante, pois, pasmem, na casa de um de seus cabos eleitorais, também um cafajeste, ele registrou mais de cem eleitores de Porto Alegre! O cara é um vigarista de 1ª categoria. Mas convém fazer um registro: ele se reelege porque é eleito por eleitores lacaios, que rifam sua dignidade em troca de favores pessoais, aliás se é que estes eleitores (uma corja) tem algo que se possa chamar de honra, ou dignidade. Penso que este traste de tão baixo nível é o representante legítimo destes vermes que rastejam atrás de seu vômito podre para alimentarem as suas desprezíveis existências. No meu trampo ele seria chamado de "piratão cu-de-cachorro!", e os seus lacaios de "cabeças-de-lata!".
Um deboche à democracia
Estou perplexo com o que testemunhei no dia da eleição. Rumores de compra de, pasmem, candidatos ao cargo de vereador, isto mesmo, não foi simplesmente compra de votos, mas compra de candidatos! E com grandes somas em dinheiro vivo! Hoje em dia grande parte dos candidatos compram os votos dos eleitores indiretamente,ou seja, contratam os “bocas-de-urna” para panfletarem a “cola” (santinho) do candidato que na maioria das vezes não tem nada de santinho, nas proximidades de uma seção eleitoral e eles desrespeitosamente ficam assediando os eleitores na entrada e, pasmem novamente, dentro do local de votação! Numa escrachada afronta debochada da legítima e sagrada democracia. Um verdadeiro festival de constrangimento ao direito do eleitor de pensar e decidir em qual candidato irá votar.
Acho que o fim do mundo está próximo, explico: Nunca se viu tanta corrupção e tantos candidatos corruptos se candidatarem e se elegerem de forma ilegítima. Mas quem fiscaliza a eleição? Os fiscais dos partidos? Os tribunais eleitorais? A polícia?
Uma nova modalidade de fraude está em voga, o candidato promete 50,00 para quem mostrar o registro da votação gravada num celular! Não é mais uma ingênua gratificação para os militantes fazerem presença com as bandeiras e camisetas no dia da votação, o que muitos chamam de “propaganda silenciosa”, mas a invasão da sagrada privacidade do direito do eleitor decidir em quem quer votar é uma violência à consciência do cidadão!
Estou perplexo com o que testemunhei no dia da eleição. Rumores de compra de, pasmem, candidatos ao cargo de vereador, isto mesmo, não foi simplesmente compra de votos, mas compra de candidatos! E com grandes somas em dinheiro vivo! Hoje em dia grande parte dos candidatos compram os votos dos eleitores indiretamente,ou seja, contratam os “bocas-de-urna” para panfletarem a “cola” (santinho) do candidato que na maioria das vezes não tem nada de santinho, nas proximidades de uma seção eleitoral e eles desrespeitosamente ficam assediando os eleitores na entrada e, pasmem novamente, dentro do local de votação! Numa escrachada afronta debochada da legítima e sagrada democracia. Um verdadeiro festival de constrangimento ao direito do eleitor de pensar e decidir em qual candidato irá votar.
Acho que o fim do mundo está próximo, explico: Nunca se viu tanta corrupção e tantos candidatos corruptos se candidatarem e se elegerem de forma ilegítima. Mas quem fiscaliza a eleição? Os fiscais dos partidos? Os tribunais eleitorais? A polícia?
Uma nova modalidade de fraude está em voga, o candidato promete 50,00 para quem mostrar o registro da votação gravada num celular! Não é mais uma ingênua gratificação para os militantes fazerem presença com as bandeiras e camisetas no dia da votação, o que muitos chamam de “propaganda silenciosa”, mas a invasão da sagrada privacidade do direito do eleitor decidir em quem quer votar é uma violência à consciência do cidadão!
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