14 de fev. de 2009

Energia Sexual & Agressividade!

Ciúme e Testosterona

Segundo o Dr. Elsimar Metzker Coutinho, renomado médico brasileiro, autor de vários livros sobre a sexualidade humana, entre outros “A Sangria Inútil”, que trata sobre a menstruação, o ciúme é uma emoção eminentemente masculina, pois está ligado diretamente aos níveis de testosterona, hormônio masculino responsável pela reprodução da espécie e virilidade dos machos. Vai mais longe o médico, explicando que este hormônio está presente em todas as espécies de mamíferos e que a função deste está diretamente ligada a manifestação de ciúmes em todos os machos, ou seja, quanto mais baixo o nível de testosterona no indivíduo macho, mais baixa, também, é a apresentação do ciúme, caso do “corno manso”. Pois este hormônio disciplina a reprodução da espécie, de forma que o macho em alto grau reprodutivo é o dominador e comporta-se agressivamente quando sente necessidade de proteger sua fêmea preferida, enquanto que o macho cansado da sexualidade manifesta indiferença com relação ao assédio de outros machos sobre sua fêmea.
Um exemplo é o caso dos touros reprodutores, oriundos de linhagem de alta-excelência, que após um longo período de exploração de sua fertilidade começam a apresentar rejeição as fêmeas que são colocadas em sua encerra para propiciar a cópula. Neste caso, então, usa-se um touro novo vasectomiado que é inserido entre os dois para estimular o touro velho que fica furioso de ciúmes quando vê o intrometido enlouquecido de tesão sobre sua fêmea, assim o reprodutor, que custou uma fortuna, afugenta violentamente o touro novo e passa a, finalmente, efetivar a esperada cópula.
Entre os outros animais mamíferos a natureza também foi paradoxalmente generosa em apresentar a proporcionalidade entre a fertilidade e o ciúme. A testosterona como o fator de manutenção e proliferação da espécie e o ciúmes como fator de agressividade e desequilíbrio emocional no indivíduo. Este é o principal e mais trágico instinto masculino durante milhares e milhares de anos de seleção e perpetuação da espécie, a dominação do macho sobre a fêmea para que tenha tempo e espaço para a fecundação de seus espermatozóides e a disseminação de seus gens.
E a fêmea não tem ciúme? Tem sim, mas só que o ciúme da mulher é mais racional, pois ela pensa de forma diferente do homem. O ciúmes feminino também é influenciado pelos níveis de testosterona na própria mulher (homem e mulher têm hormônios masculino e feminino nas proporções naturais que dão suas características de gênero), porém, a mulher manifesta a sua ciumeira baseada no comportamento sugestivo masculino que lhe desperta desconfiança e reage de forma mais branda e magoada, enquanto o homem explode em ira ao ver a aproximação de um macho de sua fêmea, ou vice-versa. Portanto, este instinto masculino de auto-preservação deve ser bem dosado para o bem da nossa existência. E viva o ciúme!


Texto extraído de uma entrevista do Dr. Elsimar Coutinho à uma emissora de rádio.
Em 21.07.2007.

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