Diógenes, o Cínico
Na Grécia Antiga, Diógenes de Sínope morava em um barril e vagava pelas ruas com uma lanterna acesa, em plena luz do dia, à procura de um homem que fosse íntegro de caráter.
É considerado o maior expoente do Cinismo, escola filosófica fundada por Antístenes de Atenas, discípulo de Sócrates e mestre de Diógenes, e caracterizada pelo desprendimento dos valores ligados à matéria e pela busca da auto-suficiência, o que, com o passar do tempo, erroneamente consagrou à palavra cinismo a conotação que tem atualmente, de indiferença e insensibilidade ao sentir e ao sofrer alheios.
Das muitas histórias que protagonizou, talvez a mais famosa seja a que relata seu encontro com o conquistador macedônio Alexandre, o Grande.
Reza a lenda que Diógenes estava numa praia a banhar-se da luz natural do dia, quando Alexandre dele se aproximou e, eclipsando o Sol, lhe dirigiu as seguintes palavras: “Sábio Diógenes, me diz o que desejas e teu o farei antes do entardecer”.
Descrente do poder que buscava ostentar o conquistador, Diógenes lhe respondeu, com imediata simplicidade: “Máximo general, por certo tens o poder de me dar o que a ti eu pedir, em tempo menor que o estimado. Entretanto, tudo o que peço (esquivando-se da fresta de sombra provocada pela presença de seu interlocutor) é que não tires de mim aquilo que não me podes dar”.
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