A Resposta
Certo dia um jovem discípulo ficou deslumbrado pelos efeitos embriagantes dos recentes conhecimentos especiais que havia adquirido. Vencido pela vaidade, por estar sendo admirado pelos seus amigos, pensou malicioso: “esta tarde, quando estivermos reunidos em torno do mestre, vou embaraçá-lo diante de todos”.
Como de costume o mestre yogue reuniu seus aprendizes em baixo de uma frondosa árvore, onde ministrava seus ensinamentos de forma alegre e descontraída, pois o “clima” do ambiente ficava emoldurado pela cantoria dos pássaros e pela paisagem colorida das flores do local.
Naquela tarde, porém, a tranqüilidade foi quebrada pelo jovem astuto que levantou-se num salto com a chegada do mestre, e ansioso, apesar de um discreto sorriso nos lábios, apressadamente perguntou ao mestre: “mestre, o senhor que tem grandes conhecimentos e dons especiais poderia, por acaso, dizer-me o que tenho nas mãos?”.
Com as mãos escondidas para trás, às costas, o vivaldino prendia um passarinho por entre os dedos, com o intuito de pregar uma peça no seu mestre. Já estava com as respostas na ponta da língua para qualquer afirmação do velho sábio. Assim, pensou: “se o mestre descobrir e disser que tenho um passarinho, eu perguntarei se o bicho está vivo ou morto! Se ele disser que está morto, eu soltarei o passarinho para sair voando em sua frente, mas se ele disser que está vivo, eu crã! Esmagarei o bichinho imediatamente e mostrarei a todos! Deste modo vou constrangê-lo na frente de todos e, então, provarei a minha grande esperteza!
Porém, o velho cancheiro não se deixou abalar pelo ingênuo ardil, e, após a apresentação da ardilosa pergunta do pretensioso aprendiz, sentenciou: “ a resposta está em suas mãos!”.
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